Nunca pensei que fosse perder o sono por causa de um cocô... Mas tudo bem. Colocamos um emoliente nele e aí ele conseguiu eliminar o que estava incomodando. Após ele fazer uma baita força, chorar pela barriga que estava doendo, fazer eu e minha mãe segurar suas mãos para ele fazer o cocô... Cá estou, escrevendo e tentando atualizar o blog...
A Mariana voltou a postar, o que me deixou contente, pois ela tem um grande potencial criador e escreve muito bem...sei que ela odeia ser comparada ao irmão, mas ela tem o mesmo brilhantismo que ele para escrever, é claro, com um senso de humor bem mais ácido...
Complementando os dois post abaixo....aí vai essa letra...
Composição: Rodrigo Netto/ Tico Sta Cruz/ Renato Rocha
Quando vem o amanhã
incerto
a certeza me faz ver o inverso
já não tenho mesmo medo de me repetir
a verdade disso tudo é o me faz seguir
Não vou mudar em vão
Pra que mentir
Se os dias dias vem e vão
e não me vejo aqui
Passo a passo vou na forma
Descompasso acelerando
A noite toda 24 horas
não me fazem crer
Que a vida inteira num segundo
Na maneira que esse mundo imundo
De poeira me fez perceber
Que tudo não passou de sonhos
Todo tolo e o consolo é perceber que o amanhã existe
E que eu posso ser feliz sem me entregar.
Antes de ler esse post, leia o post abaixo...
Eu tenho vivido momentos terríveis comigo mesma. Mas tenho reconhecido que sem ajuda não tem como eu sair dessa.
Descobri a compulsão alimentar como conseqüência de algumas coisas que precisam ser trabalhadas, conhecidas e compreendidas por mim, e que sozinha não conseguirei faze-las ou entende-las.
Não quero medidas radicais: quero aproveitar cada minuto, conhecer cada poro do meu corpo, cada pensamento da minha mente, cada sentimento do meu coração.
Não dá pra mutilar um pedaço do meu passado.
Não dá pra mutilar um pedaço da minha história.
Não dá pra mutilar um pedaço das minhas lembranças.
Não quero e não vou mutilar meu corpo.
Nem por isso sou fraca, ou perdi a batalha, ou não sou humilde para reconhecer que perdi.
Por que eu não perdi batalha alguma...
Uma águia, sempre é uma águia.....onde quer que esteja....
Eu optei por ser águia...
Por isso, vou tentar.... sempre tentar....
“Havia numa colina, uma águia que sempre vivia a caçar pequenos roedores e pequenos pássaros para se alimentar. Ela era majestosa, imponente e muito bela. Enxergava a quilômetros de distancia a sua presa e com uma mira certeira, não errava um bote.
Certo dia, essa águia machucou uma das asas e perdeu parcialmente seu poder de visão. Sem poder voar ou caçar, a ave foi ficando fraca a cada dia. Um lenhador que vivia na encosta da colina encontrou a ave doente e faminta e a levou para casa. Lá, tratou da águia com cuidado, alimentando-a e dando abrigo. O lenhador a colocou junto com suas galinhas e lá a ave majestosa passou a viver.
Todos os dias o lenhador alimentava suas galinhas: ele entrava no galinheiro, jogava a quirela fazendo um som que atraia as aves para perto dele, por estarem condicionadas a todos os dias ouvir e passar pela mesma rotina. As galinhas ciscavam e cutucavam o chão, atrás de bichinhos... as galinhas corriam enlouquecidas a cada porção de quirela jogada no terreiro.
A águia passou a fazer o mesmo: ciscava como galinha, cutucava o chão como galinha, corria atrás da quirela como galinha.
Um dia, um amigo do lenhador, de passagem pela colina, foi até a sua casa e, olhando para o terreiro, percebeu aquela ave bela e imponente, num canto do galinheiro. Ele não podia acreditar no que estava vendo. “ Como uma ave tão bela pode se tornar uma simples galinha? “.
Sim, a águia havia se tornado uma galinha... Intrigado, o amigo do lenhador perguntou: “Por que essa ave está aqui, no meio dessas galinhas, se o lugar dela é diferente, é na natureza, nos lugares mais altos da colina?”
O lenhador olhando o terreiro respondeu: “ Eu a encontrei ferida e doente. Cuidei dela, alimentei-a ... mas acho que ela não será capaz de voltar a sua vida anterior. Por isso a coloquei aí, no galinheiro.”
O amigo olhou-o profundamente e disse: “Nunca a deixou tentar? E se você a colocasse no seu antebraço, mirasse seus olhos para o sol e desse o primeiro impulso? Será que ela na voaria novamente?”.
O lenhador respondeu: “Não sei...nunca tentei.”
Foi quando o amigo pegou a ave e a colocou nos braços do lenhador. Esse mirou a cabeça da águia para os raios de sol, de um dia que merecidamente vai terminando e deu o impulso....
A águia abriu suas asas e saiu a voar, ganhando o céu, em direção ao sol. E nunca mais foi vista nas partes baixas da colina.”
|
|||||
|
|
|||||
|
|||||